Apostila Filosofia 1 Ano 3 Bimestre Professor

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Material pedagógico para professor da SEEDUC-RJ.

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  • Filosofia

    Professor

    Caderno de Atividades

    Pedaggicas de

    Aprendizagem

    Autorregulada - 03 1 Srie | 3 Bimestre

    Disciplina Curso Bimestre Srie

    Filosofia Ensino Mdio 3 1

    Habilidades Associadas

    1. Compreender o ser humano como um ser singular.

    2. Compreender o ser humano como um ser poltico.

  • 2

    A Secretaria de Estado de Educao elaborou o presente material com o intuito de estimular o

    envolvimento do estudante com situaes concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem

    colaborativa e construes coletivas entre os prprios estudantes e respectivos tutores docentes

    preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado.

    A proposta de desenvolver atividades pedaggicas de aprendizagem autorregulada mais uma

    estratgia pedaggica para se contribuir para a formao de cidados do sculo XXI, capazes de explorar

    suas competncias cognitivas e no cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma

    autnoma, por meio dos diversos recursos bibliogrficos e tecnolgicos, de modo a encontrar solues

    para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional.

    Estas atividades pedaggicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das

    habilidades e competncias nucleares previstas no currculo mnimo, por meio de atividades

    roteirizadas. Nesse contexto, o tutor ser visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem

    efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem.

    Destarte, as atividades pedaggicas pautadas no princpio da autorregulao objetivam,

    tambm, equipar os alunos, ajud-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-o

    a tomar conscincia dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em prtica.

    Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observao e autoanlise, ele passa ater maior

    domnio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno j domina, ser possvel contribuir para

    o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as

    ferramentas da autorregulao.

    Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princpio da autorregulao, contribui-se

    para o desenvolvimento de habilidades e competncias fundamentais para o aprender-a-aprender, o

    aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser.

    A elaborao destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulao Curricular, da

    Superintendncia Pedaggica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede

    estadual. Este documento encontra-se disponvel em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim

    de que os professores de nossa rede tambm possam utiliz-lo como contribuio e complementao s

    suas aulas.

    Estamos disposio atravs do e-mail [email protected] para quaisquer

    esclarecimentos necessrios e crticas construtivas que contribuam com a elaborao deste material.

    Secretaria de Estado de Educao

    Apresentao

    http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/mailto:[email protected]
  • 3

    Caro Tutor,

    Neste caderno, voc encontrar algumas atividades diretamente relacionadas s

    habilidades e competncias do 3 Bimestre do Currculo Mnimo de Filosofia da 1 Srie

    do Ensino Mdio. Estas atividades correspondem aos estudos durante o perodo de um

    ms.

    A nossa proposta que voc atue como tutor na realizao destas atividades

    com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando as

    trocas de conhecimentos, reflexes, dvidas e questionamentos que venham a surgir no

    percurso. Esta uma tima oportunidade para voc estimular o desenvolvimento da

    disciplina e independncia indispensveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de

    nossos alunos no mundo do conhecimento do sculo XXI.

    Neste Caderno de Atividades, os alunos vo estudar a questo relativa ao ser

    humano, o que o ser homem? Na primeira aula deste caderno, o aluno vai aprender

    concepo introdutria de antropologia filosfica como este assunto est relacionado a

    nossa vida. Na segunda aula, ele ir perceber a singularidade do ser humano. E, por fim,

    na terceira aula, vai compreender o ser humano como um ser poltico.

    Para os assuntos abordados em cada bimestre, vamos apresentar algumas

    relaes diretas com todos os materiais que esto disponibilizados em nosso portal

    eletrnico Conexo Professor, fornecendo diversos recursos de apoio pedaggico para o

    Professor Tutor.

    Este documento apresenta 03 (trs) aulas. As aulas podem ser compostas por

    uma explicao base, para que voc seja capaz de compreender as principais ideias

    relacionadas s habilidades e competncias principais do bimestre em questo, e

    atividades respectivas. Leia o texto e, em seguida, resolva as Atividades propostas. As

    Atividades so referentes a um tempo de aula. Para reforar a aprendizagem, prope-

    se, ainda, uma avaliao e uma pesquisa sobre o assunto.

    Um abrao e bom trabalho!

    Equipe de Elaborao

  • 4

    Introduo ................................................................................................ 03

    Objetivos Gerais ......................................................................................

    Materiais de Apoio Pedaggico ...............................................................

    Orientao Didtico-Pedaggica .............................................................

    Aula 1: Iniciao antropologia filosfica...............................................

    Aula 2: A singularidade do ser humano...................................................

    Aula 3: O ser humano como ser poltico..................................................

    Avaliao ................................................................................................

    Pesquisa ...................................................................................................

    Referncias...............................................................................................

    05

    05

    06

    07

    11

    15

    19

    26

    28

    Sumrio

  • 5

    Na 1 srie do Ensino Mdio, 3 bimestre, o contedo mais abordado o

    estudo sobre o ser humano. Para atingir tal objetivo, vamos inicialmente trabalhar a

    introduo antropologia filosfica. Em seguida, vamos ver como possvel

    compreender o ser humano como ser singular. E, por fim, encerraremos este caderno

    de atividades compreendendo o ser humano como ser poltico. O critrio aqui

    estabelecido baseia-se no Currculo Mnimo, sendo as habilidades e competncias

    tratadas de maneira inicial e de forma simples com o objetivo de contribuir para

    formao do aluno.

    No portal eletrnico Conexo Professor, possvel encontrar alguns materiais

    que podem auxili-los. Vamos listar estes materiais a seguir:

    Sugestes de atividade

    a) Baseando-se no livro didtico adotado pelo colgio, sugere-se elaborar um

    projeto de pesquisas. Dividir o estudo em temas e a turma em grupos, ento sortear

    os temas entre os grupos. Para cada tema, podem ser elaboradas perguntas que

    possam orientar a pesquisa. Pode-se deixar sob a responsabilidade dos alunos a

    elaborao de algumas perguntas que possam auxili-los no esclarecimento do

    tema. Cada grupo elaborar um relatrio da pesquisa e far uma apresentao

    temtica para a turma. Havendo cartazes, pode-se fazer um mural.

    b) Realizao de debates em pequenos grupos a partir das diferentes concepes de

    abordados no bimestre. Em seguida, elaborao de texto dissertativo contendo as

    principais concluses do debate.

    Materiais de Apoio Pedaggico

    Objetivos Gerais

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    Vdeos

    a) Entrevista de Carl Jung em 4 partes: (parte 1)

    http://www.youtube.com/watch?v=vpnxP3BCcMw; (parte2)

    http://www.youtube.com/watch?v=E7cvrdzYIMA;

    http://www.youtube.com/watch?v=kG-nxIw06Ww

    b) Entrevista com Bertrand Russel

    (1959):http://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&NR=1&v=rcckNCnk_fU

    Para que os alunos realizem as atividades referentes a cada dia de aula,

    sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no

    Caderno do Aluno:

    1 - Explique aos alunos que o material foi elaborado que o aluno possa compreend-lo

    sem o auxlio de um professor.

    2 - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na pgina 3.

    3 - Reproduza as atividades para que os alunos possam realiz-las de forma individual

    ou em dupla.

    4 - Se houver possibilidade de exibir vdeos ou pginas eletrnicas sugeridas na seo

    Materiais de Apoio Pedaggico, faa-o.

    5 - Pea que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos

    abordados no texto base.

    6 - Aps a leitura do material, os alunos devem resolver as questes propostas nas

    ATIVIDADES.

    7 - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas com

    toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala para

    que os alunos possam verificar se acertaram as questes propostas na Atividade.

    Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementao.

    Orientao Didtico-Pedaggica

  • 7

    Caro aluno, nesta atividade, iremos conhecer uma importante rea da filosofia:

    a antropologia. Nesse momento em que voc j est mais familiarizado com a filosofia,

    importante que voc, aluno, continue a aprofundar seus estudos. Vamos conhecer

    um pouca mais da filosofia?!

    O termo antropologia vem do grego e significa estudo sobre o homem. A

    pergunta filosfica fundamental a ser feita nesse caso: o que o ser humano? A partir

    dessa pergunta outras questes so levantadas, tais como: qual o sentido da existncia

    humana? Existe uma natureza humana? Se existe, como defini-la?

    A antropologia filosfica estuda o homem em sua maior essncia, enquanto a

    antropologia fsica estuda o homem na sua dimenso corprea, diferenciando-o do

    anima, a antropologia cultural aborda os costumes e hbitos. Assim, a antropologia

    filosfica, bem como a cincia, se preocupa com o ser humano, embora a abordagem

    ocorra de forma distinta.

    Antropologia filosfica1

    Assim, a antropologia a parte da filosofia que se ocupa com a posio do

    homem no cosmo. E ao longo da histria da filosofia vrias foram as concepes sobre

    a viso do homem, tais como: na Idade Antiga, Plato: o corpo o crcere da alma.

    1 https://www.google.com.br/search?q=antropologia+filos%C3%B3fica&client disponvel em 20.09.2013

    Aula 1: iniciao antropologia filosfica

    https://www.google.com.br/search?q=antropologia+filos%C3%B3fica&client
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    Aristteles: o homem um animal poltico por natureza. Scrates: necessidade de

    conhecer a si mesmo. Na Idade Mdia, relao entre alma e corpo, submisso da razo

    f, viso fortemente marcada pelo teocentrismo, Deus como o centro do universo.

    Idade Moderna, Descartes opondo corpo e alma no ser humano. E, no perodo

    contemporneo, Marx, o homem econmico; Freud, destaca o homem instintivo,

    Kierkergard, o homem angustiado. E muitos outro exemplos, podemos encontrar entre

    os pensadores.

    Importante destaque o pensamento de Rousseau.

    . Isso porque no estado de natureza, no h lutas, os homens se

    comunicam por gestos, gritos generosos, o homem um bom selvagem que nasce

    livre com impulsos irrestritos. Eles criam o estado civil por livre associao, conveno

    e deliberadamente resolvem formar certo tipo de sociedade qual passam a prestar

    obedincia mediante o respeito vontade geral. Mas, a criar um conjunto de foras e

    leis para se protegerem estas lhes castra a liberdade e o homem perde a liberdade

    natural ilimitada e ganha a liberdade moral (civil).

    Agora, vamos exercitar seus conhecimentos! Acredite, pois voc capaz.

    Assinale a alternativa correta:

    1. Se a Antropologia uma cincia que busca abranger o fenmeno humano o

    mais globalmente possvel, correto afirmar que:

    (A) somente a antropologia pode ajudar a conhecer o homem em sua plenitude,

    inclusive no mbito de sua opo religiosa.

    (B) se quiser contribuir efetivamente com a revelao do humano, s poder faz-lo

    em ntima relao com a teologia.

    (C) a antropologia no possui qualquer relao com a cincia, posto que se prope a

    estudar todas as manifestaes do humano.

    (D) a cincia e a filosofia, enquanto duas tentativas de conhecer o homem, so

    Atividade Comentada 1

  • 9

    tambm antropolgicas, ao se relacionarem dialeticamente num processo de mtua

    fecundao.

    Comentrio: a antropologia como rea do saber filosfico se distingue do

    conhecimento religioso-teolgico. A antropologia filosfica, bem como a cincia, se

    preocupa com o ser humano, embora a abordagem ocorra de forma distinta.

    Resposta Correta: D.

    2.

    Brasil, encontraram um den terrestre, pleno de florestas intocadas, fauna abundante,

    praias paradisacas. Um lugar onde os bons selvagens reinariam em plena sintonia com

    National Geographic, maio 2007. p. 60).

    I. o homem bom por natureza, a sociedade o corrompe.

    II. o homem mau por natureza, vivendo em permanente guerra de todos contra

    todos.

    III. todos por natureza, so livres e iguais.

    Est(o) correta(s):

    a) I apenas.

    b) II apenas.

    c) III apenas.

    d) I e II apenas.

    e) I, II e III.

    Comentrio: para Rousseau no estado de natureza, no h lutas, os homens se

    comunicam por gestos, gritos generosos, o homem um bom selvagem que nasce

    livre com impulsos irrestritos. Eles criam o estado civil por livre associao,

    conveno e deliberadamente resolvem formar certo tipo de sociedade qual

    passam a prestar obedincia mediante o respeito vontade geral. Mas, a criar um

    conjunto de foras e leis para se protegerem estas lhes castra a liberdade e o homem

    perde a liberdade natural ilimitada e ganha a liberdade moral (civil). Resposta

    Correta: B

  • 10

    3.

    determina no homem uma mudana muito notvel, substituindo na sua conduta o

    instinto pela justia e dando s suas aes a moralidade que

    (ROUSSEAU, Jean-Jacques. Do contrato social. So Paulo: Abril Cultural, 1983. Coleo

    Os Pensadores. p.36.)

    Sobre a passagem do estado de natureza para o estado civil, correto afirmar

    que:

    a) o homem mantm a liberdade natural e o direito irrestrito, e ainda ganha uma

    moralidade muito particular guiada pelo seu puro apetite.

    b) o homem perde a liberdade natural e o direito propriedade, mas adquire a

    obrigao de seguir sua prpria vontade.

    c) o homem perde a liberdade natural e o direito ilimitado, mas ganha a liberdade civil

    e a propriedade de tudo o que possui.

    d) o homem mantm a liberdade natural e o direito ilimitado, mas abdica da liberdade

    civil em favor da liberdade moral.

    Comentrio: segundo Rousseau, os homens formam o estado civil, pela livre

    associao/conveno, e passam a prestar obedincia mediante o respeito vontade

    geral (como a maioria definiu). Mas, ao criar um conjunto de foras e leis para se

    protegerem estas lhes castra a liberdade e o homem perde a liberdade natural

    ilimitada e ganha a liberdade moral (ganha a regra/norma/lei) e o Estado garante

    propriedade privada atravs das leis. Resposta Correta: C

  • 11

    Agora que j estudamos as noes sobre a antropologia, vamos aprofundar

    nossos estudos a respeito da singularidade do ser humano. Por que podemos dizer que

    o ser humano um ser singular? O que o ser humano possui que o difere dos outros

    seres vivos existentes?

    O homem deve ser compreendido em suas vrias dimenses: racionalidade,

    condio psicolgica, tcnico-produtiva e espiritual. O ser humano pode ser

    considerado um agente transformador e no se submete inteiramente s foras da

    natureza, pois ele capaz de superar os limites impostos por ela.

    O ser humano uma pessoa que desenvolve a conscincia de si mesma com

    base na integrao entre o plano individual e o sociocultural, nas diferentes relaes

    com a natureza, com os semelhantes, com o transcendente e consigo mesma. Graas

    sua racionalidade, o homem se conhece distinto do mundo.

    O processo de humanizao, realizado com base no conhecimento, na

    linguagem e na ao, produz certo conhecimento que se situa nas condies materiais

    de produo da vida e dos valores, como tambm no sentido que se atribui

    existncia.

    Homem X Natureza?2

    2http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://bulevoador.com.br/wpcontent/uploads/2010/06/ho

    mrem-natureza disponvel em 18.09.2013

    Aula 2: a singularidade do ser humano

    http://www.google.com.br/url?sa=i&source=images&cd=&cad=rja&docid=zPakxbTNY2C-nM&tbnid=QLXEWZ8G1FfOvM:&ved=0CAYQjhwwAA&url=http%3A%2F%2Fwww.bulevoador.com.br%2F2010%2F06%2Fhomem-x-natureza-nao%2F&ei=IgRXUsO1MJKz4AOs84HYCA&psig=AFQjCNGMBwNSW3mQcpXA0pokS30_LB8ANg&ust=1381520802888516http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://bulevoador.com.br/wpcontent/uploads/2010/06/homrem-naturezahttp://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://bulevoador.com.br/wpcontent/uploads/2010/06/homrem-natureza
  • 12

    Por isso, caro aluno, voc j pode perceber que o homem um ser vivente,

    que, no cotidiano, conhecido como nico agente e membro da vida cultural. O

    trabalho pode ser entendido como atividade do homem que transforma a natureza.

    Assim sendo, parece evidente a relao entre trabalho e realizao humana. Tal

    relao to antiga quanto prpria histria da humanidade.

    A civilizao tecnolgica tem influncia marcante no modo de ser e pensar de

    cada um de ns, assim como na forma da organizao econmica, poltica e cultural

    das sociedades contemporneas.

    A transformao do mundo material ocorre simultaneamente com as formas de

    conhecimento produzidas pelas sociedades ao longo da histria. A passagem de um

    momento para outro, na histria das sociedades, sempre ocorreu com muitos conflitos

    e sequelas. At porque os homens no so apenas seres biolgicos produzidos pela

    natureza. So seres culturais que modificam o estado da natureza.

    Agora que j estudamos as noes sobre a singularidade do ser humano, vamos

    fixar esses contedos realizando alguns exerccios.

    1. Sobre a dimenso cultural do homem, atente ao texto a seguir:

    que tenhamos vindo, estamos aqui. Encontramo-nos no mundo, em meio a outros homens. A natureza muda. Embora parea estar expressando algo atravs de suas formas, suas paisagens, suas tempestades tumultuosas, suas erupes vulcnicas, sua brisa ligeira e seu silncio a natureza no responde. Os animais reagem de maneira que tem sentido, mas no falam. S o homem fala. S entre os homens, existe essa alternncia de discurso e resposta continuamente compreendida. S o homem, pelo pensamento, tem conscincia de si.

    (JASPERS, Karl. Introduo ao pensamento filosfico, So Paulo: Cultrix, 1999, p. 46)

    Com relao a esse contexto, analise os itens a seguir:

    Atividade Comentada 2

  • 13

    I. O ser humano um agente transformador e no se submete inteiramente s foras

    da natureza, mas capaz de ampliar os limites que ela lhe impe.

    II. A pessoa desenvolve a conscincia de si mesma com base na integrao entre o

    plano individual e o sociocultural, nas diferentes relaes com a natureza, com os

    semelhantes, com o transcendente e consigo mesma.

    III. A solidariedade do homem com o mundo no confunde o homem com o mundo.

    Graas sua racionalidade, o homem se conhece distinto do mundo e, numa situao

    de alteridade com relao ao mundo, ele tem conscincia de que uma coisa e o

    mundo, que sua casa, outra.

    IV. O processo de humanizao, realizado com base no conhecimento, na linguagem e

    na ao, produz um certo conhecimento que se situa nas condies materiais de

    produo da vida e dos valores como tambm no sentido que se atribui existncia.

    Esto corretos:

    a) apenas II, III e IV.

    b) apenas I, III e IV.

    c) I, II, III e IV.

    d) apenas III e IV.

    e) apenas I, II e III.

    Comentrio: como se depreende do texto explicativo que antecedeu a atividade,

    todas as afirmaes esto corretas. O ser humano um agente transformador;

    pessoa que desenvolve a conscincia de si mesma. Graas sua racionalidade, o

    homem se conhece distinto do mundo. O processo de humanizao realizado com

    base no conhecimento. Resposta Correta: C

    2. O conceito de cultura englobou desde a Grcia Antiga a noo de que o homem

    modifica o universo segundo seus propsitos. Inserido nele, o homem consegue

    penetr-lo e transform-lo com a fora de seu trabalho. As mudanas que ele introduz

    no so alteraes a esmo, implicam um grau de conscincia ou inteno, bem como o

    uso de tcnicas capazes de melhorar o mundo. E se o fazer integra o modo humano de

  • 14

    existir, propiciando a concretizao de intentos, pode-se indagar sobre o que se

    projeta no sonho transformador do homem.

    CARVALHO, Jos Maurcio. O Homem e Filosofia, 1998, p. 153. Com relao a esse assunto, analise os itens a seguir:

    I. O homem um ser vivente, que, no cotidiano, conhecido como nico agente e

    membro da vida cultural.

    II. O trabalho pode ser entendido como atividade do homem transformando a

    natureza. Assim sendo, parece evidente a relao entre trabalho e realizao humana.

    Tal relao to antiga quanto prpria histria da humanidade.

    III. A civilizao tecnolgica tem influncia marcante no modo de ser e pensar de cada

    um de ns, assim como na forma da organizao econmica, poltica e cultural das

    sociedades contemporneas.

    IV. A transformao do mundo material ocorre simultaneamente com a das formas de

    conhecimento produzidas pelas sociedades ao longo da histria. A passagem de um

    momento para outro, na histria das sociedades, ocorre sem conflitos e sem traumas.

    V. Os homens no so apenas seres biolgicos produzidos pela natureza. So seres

    culturais que modificam o estado da natureza.

    Assinale a alternativa que contm os itens CORRETOS. a) Apenas I, II, IV e V.

    b) Apenas I, II, III e V.

    c) Apenas II, III, IV e V.

    d) Apenas II, IV e V.

    e) I, II, III, IV e V.

    Comentrio:

    passagem de um momento para outro, na histria das sociedades, ocorre sem

    Resposta Correta: B

  • 15

    Caro aluno, agora chegou a hora de compreendermos o ser humano como ser

    poltico. Ser muito interessante. Pode acreditar: voc ir gostar desse assunto to

    instigante. Vamos pedir ajuda a um grande pensador grego. Voc j o conhece. Ele se

    chama Aristteles.

    Na sua obra Poltica, Aristteles tratou da realidade, dos sistemas polticos

    existentes na sua poca. Plato adotava na Repblica uma postura mais idealista, mais

    inclinada para o imaginrio, utpico, servindo de inspirao para os revolucionrios. J

    Aristteles foi inspirador dos pensadores polticos mais inclinados a cincia e ao

    realismo. Para Aristteles, o objetivo da poltica a busca da felicidade humana.

    O HOMEM UM SER POLTICO3

    Para os gregos, plis a cidade entendida como a comunidade organizada

    formada pelos cidados, isto , pelos homens nascidos no solo da cidade, livres e iguais

    portadores de dois direitos inquestionveis, a isonomia (igualdade perante a lei) e a

    3http://www.google.com.br/imgres?imgurl=https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-snc7/

    disponvel em 18.09.2013

    Aula 3: o ser humano como ser poltico

    http://www.google.com.br/url?sa=i&source=images&cd=&docid=Pc_82YSyldDRdM&tbnid=UsxQvTSVV3lgnM:&ved=0CAYQjhwwAA&url=http%3A%2F%2Fauribertoeternochocalheiro.blogspot.com%2F2013%2F01%2Fo-homem-e-um-ser-politico.html&ei=uAhXUrCGK4Oa9gTUrYH4Bg&psig=AFQjCNG77FM3ncQDvCWGJ0lBlBnh4ogEnw&ust=1381521976795470
  • 16

    isegoria (o direito de expor e discutir em pblico opinies sobre aes que a cidade

    mal

    Podemos dizer que em grande parte o pensamento grego serviu como base

    para algumas concepes crists como o caso da tica. No entanto, no pensamento

    moderno caracterizou-se por fortes crticas ao pensamento clssico. Maquiavel, por

    exemplo, rejeita a moral crist como fundamento e finalidade da poltica. Para ele, o

    governante, se necessrio, deve ser cruel e fraudulento para obter e se manter o

    -se de uma ideologia que pregava o

    relativismo da tica e da moral. Maquiavel entendia o mundo poltico e o descreveu

    como ele realmente . No acredita na existncia de um bom governo, encarnada na

    figura de um governante virtuoso. A virtuosidade do governante est em bem

    administrar e comandar o Estado.

    J Hobbes destaca que no estado de natureza os homens tm um desejo, que

    tambm em interesse prprio, de acabar com a guerra, buscar a paz, e, por isso,

    formam sociedades entrando num contrato social no qual o Estado o garantidor da

    boa convivncia entre os homens.

    Caro aluno, agora chegou a hora de exercitarmos o que foi estudado!

    Leia com ateno e responda o que se pede. Acredite em voc mesmo!

    1. polis], portanto, existe naturalmente, da mesma forma que as primeiras comunidades; aquela o estgio final destas, pois a natureza de uma coisa seu estgio final. (...) Estas consideraes deixam claro que a cidade uma criao natural, e que o homem por natureza um animal social, e um homem que por natureza, e no por mero acidente, no fizesse parte de cidade alguma, seria

    Poltica. 3. ed. Trad. De Mrio da Gama Kuri. Braslia: Ed. Universidade de Braslia, 1997. p. 15.)

    Atividade Comentada 3

  • 17

    De acordo com o texto de Aristteles, correto afirmar que a plis:

    a) instituda por uma conveno entre os homens.

    b) Existe por natureza e da natureza humana buscar a vida em sociedade.

    c) Passa a existir por um ato de vontade dos deuses, alheia vontade humana.

    d) estabelecida pela vontade arbitrria de um dspota.

    e) fundada na razo, que estabelece as leis que a ordenam.

    Comentrio: para os gregos plis a Cidade entendida como a comunidade

    organizada formada pelos cidados, isto , pelos homens nascidos no solo da Cidade,

    livres e iguais portadores de dois direitos inquestionveis, a isonomia (igualdade

    perante a lei) e a isegoria (o direito de expor e discutir em pblico opinies sobre

    aes que a Cidade deve o

    Resposta Correta: B

    2. pareceu-me mais conveniente procurar a verdade pelo efeito das coisas, do que pelo que delas se possa imaginar. E muita gente imaginou repblicas e principados que nunca serviram nem jamais foram reconhecidos como verdadeiros. Vai tanta diferena entre como se vive e o modo por que se deveria viver, que quem se preocupar com o que se deveria fazer em vez do que se faz aprende antes a runa prpria, do que o

    Prncipe, de Maquiavel.) Nessa passagem, Maquiavel mostra que o domnio das aes humanas, no qual est includa a poltica, deve ser concebido sob uma perspectiva realista.

    Sobre essa maneira de conceber a poltica, possvel afirmar:

    I. A poltica deve sempre ser pensada a partir de modelos ideais e da busca de solues

    definitivas.

    II. A poltica deve valorizar as experincias e os acontecimentos.

    III. Concebe-se que a poltica deve se regular pelo modo como vivemos e no como

    deveramos viver.

    IV. Defende-se que a poltica deve ser orientada por valores universais e crenas sobre

    como deveria ser a vida em sociedade.

    Est(o) correta(s) a(s) afirmativa(s)

  • 18

    a) I e II apenas.

    b) I, II e II apenas.

    c) II e III apenas.

    d) III e IV apenas.

    e) IV apenas.

    Comentrio: Maquiavel rechaa a moral crist como fundamento e finalidade da

    poltica. Para ele, o governante, se necessrio, deve ser cruel e fraudulento para

    obter e se manter o poder - -se de uma

    ideologia que pregava o relativismo da tica e da moral. Maquiavel entendia o

    mundo poltico e o descreveu como ele realmente . No acredita na existncia de

    um bom governo, encarnada na figura de um governante virtuoso; a virtuosidade do

    governante est em bem administrar e comandar o Estado. Resposta Correta: C

    3. Thomas Hobbes escreveu que:

    razo, mediante o qual se probe a um homem fazer tudo o que possa destruir sua vida ou priv-lo dos meios necessrios para preserv-la, ou omitir aquilo que pense poder contribuir melhor para preserv- . (HOBBES, Thomas. Leviat, So Paulo: Nova

    Assinale a alternativa correta.

    a) A condio natural do homem a perfeita harmonia em relao ao seu semelhante.

    b) A lei primeira e fundamental da natureza procurar a paz e segui-la.

    c) No estado de natureza, os homens so governados pela razo divina.

    d) No estado de natureza, o homem no tem direito a todas as coisas, por isso, ele tem

    segurana.

    Comentrio: Hobbes destaca que no estado de natureza os homens tm um desejo,

    que tambm em interesse prprio, de acabar com a guerra (buscar a paz) e por isso

    formam sociedades entrando num contrato social. Resposta Correta: B

  • 19

    Caro professor aplicador, sugerimos algumas diferentes formas de avaliar as

    turmas que esto utilizando este material:

    1 Possibilidade: as disciplinas nas quais os alunos participam da Avaliao do Saerjinho,

    pode-se utilizar a seguinte pontuao:

    Saerjinho: 2 pontos

    Avaliao: 5 pontos

    Pesquisa: 3 pontos

    2 Possibilidade: As disciplinas que no participam da Avaliao do Saerjinho, podem

    utilizar a participao dos alunos durante a leitura e execuo das atividades do caderno

    como uma das trs notas. Neste caso teramos:

    Participao: 2 pontos

    Avaliao: 5 pontos

    Pesquisa: 3 pontos

    Seguem comentrios s questes da avaliao proposta do caderno de atividades

    do aluno.

    Vamos fazer uma avaliao? No fique preocupado. Avaliao um momento

    de colarmos em prtica o que aprendemos.

    Leia com ateno as seguintes questes, pense e responda. Acredite, voc

    capaz!!

    As questes so objetivas. Assinale a nica resposta correta em cada uma das

    questes.

    Avaliao

  • 20

    1. essencialmente os seguintes: um governo no a favor dos poucos mas dos muitos; a lei igual para todos, tanto para os ricos quanto para os pobres e portanto um governo de leis, escritas ou no escritas, e no de homens; a liberdade respeitada seja na vida privada seja na vida pblica, onde vale no o fato de se pertencer a este

    ra uma teoria geral da poltica. Trad. de Marco Aurlio Nogueira. 4. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. p. 141.)

    Com base no texto, considere as seguintes afirmativas sobre as concepes

    polticas.

    I. Todos os cidados submetem-se a uma elite, formada pelos ricos, que governa

    privilegiando seus interesses particulares (FALSO, essa descrio cabe melhor nas

    oligarquias, onde um grupo reduzido se apropria do poder para obter vantagens).

    II. Todos os cidados possuem os mesmos direitos e devem ser tratados da mesma

    maneira, perante as leis e os costumes da plis (VERDADEIRO, observe que a

    proposio refaz o argumento central do texto da questo).

    III. Todo cidado tem a liberdade de expor, na assembleia, seus interesses e suas

    opinies, discutindo-os com os outros (VERDADEIRO, todos, que fossem cidados,

    podiam expor suas ideias na assembleia).

    IV. Todo cidado deve pertencer a um partido para que suas opinies sejam

    respeitadas. (FALSO, observe que essa proposio contraria o terceiro motivo que

    torna a democracia a melhor forma de governo, na percepo do autor).

    Assinale a alternativa correta

    a) Apenas as afirmativas I e II so corretas.

    b) Apenas as afirmativas I e IV so corretas.

    c) Apenas as afirmativas II e III so corretas.

    d) Apenas as afirmativas II e IV so corretas.

    e) Apenas as afirmativas III e IV so corretas.

    Resposta: C

  • 21

    2. Leia o texto a seguir.

    Estado Violncia Sinto no meu corpo A dor que angustia A lei ao meu redor A lei que eu no queria Estado violncia Estado hipocrisia A lei que no minha A lei que eu no queria (...)

    (TITS. Estado Violncia. In: Cabea dinossauro.

    relao entre o indivduo e o poder do Estado. Sobre a cano, correto afirmar:

    a) Mostra um indivduo satisfeito (NO! MOSTRA, AO CONTRRIO ALGUM

    INSATISFEITO - FALSO) com a sua situao e que apia o regime poltico institudo.

    b) Representa um regime democrtico em que o indivduo participa livremente da

    elaborao das leis (FALSO

    TOTAL ALIENAMENTO DO INDIVDUO E AS LEIS QUE O REGE).

    c) Descreve uma situao em que inexistem conflitos entre o Estado e o indivduo

    (FALSO NO

    EVIDENTE QUE A RELAO DESSE INDIVDUO COM O ESTADO NO HARMONIOSA).

    d) Relata os sentimentos de um indivduo alienado e indiferente forma como o

    Estado elabora suas leis (FALSO PERCEBE-SE, INTERPRETANDO A LETRA, QUE

    TRATA-SE DE INDIVDUO ALTAMENTE PARTICIPATIVO NAS QUESTES POLTICAS,

    NO MANTENDO DISTANCIAMENTO PARA COM O ESTADO).

    e) Apresenta um indivduo para quem o Estado, autoritrio e violento, indiferente a

    sua vontade (VERDADEIRO).

    Resposta: E

  • 22

    3. O homem, em seu contexto de vida, depara-se com objetos, coisas, vegetais,

    animais. Pela sua razo e vontade, impe-se e domina soberano. Cria instrumentos

    visando sobrevivncia e facilitando sua vida. Distingue-se, radicalmente, da realidade

    que o rodeia. Em seu horizonte de conhecimentos, esto as coisas com as quais no se

    confunde. Essa clara distino lhe faz emergir a conscincia de si, do seu ser, do seu

    poder, de sua liberdade.

    GIRARDI, Leopoldo e QUADROS, Odone. Filosofia Aprendendo a Pensar, 1998, p. 53.

    Com relao a esse assunto, analise os itens a seguir:

    I. O homem um ser extraordinrio, inteiramente original no mundo dos viventes,

    principalmente porque indaga sobre sua prpria natureza e se coloca como objeto de

    discusso.

    II. Nada se compara natureza humana. O homem que somos parece a prpria

    evidncia e , entretanto, a mais enigmtica dentre as coisas.

    III. Todos os homens tm, por natureza, desejo de conhecer. Na inveno e no uso de

    instrumentos, de sinais e smbolos de toda sorte, satisfazemos o desejo de conhecer,

    porque nos aproximamos do desconhecido no j conhecido.

    IV. A ao humana sobre a natureza, impregnada pela inteno subjetiva, a primeira

    forma de prxis dos homens e se configura originariamente como trabalho, ou seja,

    ao transformadora sobre a natureza para arrancar dela os meios da sobrevivncia.

    Esto CORRETOS, apenas,

    a) II, III e IV.

    b) I, III e IV.

    c) II, IV.

    d) I, IV e V.

    e) I, II, III e IV.

    Resposta: E. O homem um ser extraordinrio. Nada se compara natureza

    humana. Todos os homens tm, por natureza, desejo de conhecer. A ao humana

    sobre a natureza ao transformadora sobre a natureza para usufrui dela os meios

    da sobrevivncia.

  • 23

    4. A classificao atual do Homem como homo sapiens sapiens implica a compreenso

    de que:

    a) no Homem, o saber poder, fora, motivao e transformao. Essas peculiaridades

    o filiam de vez doutrina darwiniana das trs causas.

    b) nada mais sublime no Homem do que a sua capacidade de saber, de raciocinar e

    de dominar. So essas caractersticas que o distinguem na natureza e na sua prpria

    espcie. O Homem uma constatao racional por excelncia, como bem o proclamou

    Darwin.

    c) o Homem capaz de fazer sua inteligncia debruar sobre si mesma para tomar

    posse de seu prprio saber, avaliando sua consistncia, seu limite e seu valor. Ou seja,

    o processo de conscientizao faz do Homem um sistema aberto, fundamentalmente

    relacionado com o mundo e consigo mesmo.

    d) a criatividade humana alavancada pela sede de saber e essa criatividade que o

    leva ao prazer de construo do conhecimento, ao prazer de fazer e produzir as coisas

    numa perspectiva de exclusiva alteridade.

    Resposta: C. Somente o Homem capaz de fazer sua inteligncia debruar sobre si

    mesma para tomar posse de seu prprio saber, avaliando sua consistncia, seu limite

    e seu valor. Ou seja, o processo de conscientizao faz do Homem um sistema

    aberto, fundamentalmente relacionado com o mundo e consigo mesmo.

    5. Muito citado, Nicolau Maquiavel um dos maiores expoentes do Renascimento e

    sua contribuio determinou novos horizontes para a filosofia poltica.

    A respeito do seu conceito de virt, analise as assertivas abaixo.

    I. A virt a qualidade dos oportunistas, que agem guiados pelo instinto natural e

    irracional do egosmo e almejam, exclusivamente, sua vantagem pessoal.

    II. O homem de virt antes de tudo um sbio, aquele que conhece as circunstncias

    do momento oferecido pela fortuna e age seguro do seu xito.

    III. Mais do que todos os homens, o prncipe tem de ser um homem de virt, capaz de

    conhecer as circunstncias e utiliz-las a seu favor.

    IV. Partidrio da teoria do direito divino, Maquiavel v o prncipe como um

    predestinado e a virt como algo que no depende dos fatores histricos.

  • 24

    Assinale a NICA alternativa que contm as assertivas verdadeiras.

    a) I, II, e III.

    b) II e III.

    c) II e IV.

    d) II, III e IV.

    Segundo Maquiavel, a virt seria a capacidade de adaptao aos

    acontecimentos polticos que levaria permanncia no poder. Ela seria como uma

    barragem que deteria os desgnios do destino. A ideia de fortuna vem da deusa

    romana da sorte e representa as coisas inevitveis que acontecem aos seres

    humanos, tanto para bem como para o mal. Resposta Correta: B

    6. direito de natureza, a que os autores geralmente chamam de jus naturale, a liberdade que cada homem possui de usar seu prprio poder, da maneira que quiser, para a preservao de sua prpria natureza, ou seja, de sua vida; e consequentemente de fazer tudo aquilo que seu prprio julgamento e razo lhe indiquem como meios

    Leviat. Trad. Joo Paulo Monteiro e Maria Beatriz Nizza da Silva. So Paulo: Abril Cultural, 1974).

    Com base no texto e nos conhecimentos sobre o Estado de natureza em

    Hobbes, considere as afirmativas a seguir.

    I. Todos os homens so igualmente vulnerveis violncia diante da ausncia de uma

    autoridade soberana que detenha o uso da fora.

    II. Em cada ser humano h um egosmo na busca de seus interesses pessoais a fim de

    manter a prpria sobrevivncia.

    III. A competio e o desejo de fama passam a existir nos homens quando abandonam

    o Estado de natureza e ingressam no Estado social.

    IV. O homem naturalmente um ser social, o que lhe garante uma vida harmnica

    entre seus pares.

    Esto corretas apenas as afirmativas:

    a) I e II.

    b) I e IV.

    c) III e IV.

    d) I, II e III.

    e) II, III e IV.

  • 25

    O estado de natureza foi uma situao hipottica criada para tentar explicar a

    situao na qual seriam encontrados os homens antes de se organizarem em

    sociedade, antes de qualquer regramento social. Segundo Hobbes, cada um teria

    direito a tudo, e uma vez que todas as coisas so escassas, existia uma constante

    guerra de todos contra todos. No entanto, os homens tm um desejo, que tambm

    em interesse prprio, de acabar com a guerra (buscar a paz), o homem no dado

    e por isso formam sociedades atravs

    de um contrato social. Resposta Correta: A

  • 26

    Caro professor aplicador, agora que j estudamos todos os principais assuntos

    relativos ao 3 bimestre, hora de discutir um pouco sobre a importncia deles na

    nossa vida. Ento, vamos l?

    Iniciamos este estudo, conhecendo um pouco sobre antropologia e

    introduzimos o estudo do ser humano como ser singular e poltico.

    Leia atentamente as questes a seguir e atravs de uma pesquisa responda

    cada uma delas de forma clara e objetiva. ATENO: no se esquea de identificar as

    fontes de pesquisa, ou seja, o nome dos livros e sites nos quais foram utilizados.

    I Observe, pesquise e responda.

    Fonte: LAERTE. Classificados. So Paulo: Devir, 2001. p. 25.

    naturalmente um animal poltico, destinado a viver em sociedade, e que aquele que, por instinto, e no porque qualquer circunstncia o inibe, deixa de fazer parte de uma cidadeNestor Silveira Chaves. Rio de Janeiro: Ediouro, 1997. p. 13.)

    Questo: desenvolva um texto dissertativo-argumentativo sobre a importncia da

    atuao do homem na sociedade em que vive.

    Comentrios: o aluno dever desenvolver um texto dissertativo-

    argumentativo sobre a importncia da atuao do homem na sociedade em que vive.

    Pesquisa

  • 27

    Deve-se incentivar e conduzir o aluno para a modalidade de texto pedido cuja

    caracterstica o desenvolvimento de argumentos que sustentem sua posio diante

    do tema exposto. Deve-se observar a clareza e coerncia do seu pensamento.

    II Observe na escola, na sua casa e no bairro em que voc vive e cite os principais

    obstculos que impedem uma vida digna para as pessoas. Em seguida, aponte o

    caminho para possveis solues para tais problemas.

    Comentrios: essa pesquisa tem como objetivo aguar no aluno sua

    sensibilidade para a participao poltica em locais onde o mesmo vive e convive

    com os outros. Tal objetivo pode ser alcanado com o exerccio da observao e

    esforo quanto procura de soluo para os problemas encontrados.

  • 28

    [1] ARANHA, Maria Lcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando.

    Introduo Filosofia. 4 edio So Paulo: Moderna, 2009.

    [2] ARISTTELES. Metafsica. Traduo de Giovanni Reale. Tomo II. So Paulo: edies

    Loyola, 2002.

    [3] CHALITA, Gabriel. Vivendo a Filosofia. So Paulo, 2002, p. 23.

    [4] CHAU, Marilena. Iniciao Filosofia. 1 edio. 1 impresso. So Paulo: tica,

    2011.

    [5] COTRIM, Gilberto; FERNANDES, Mirna. Fundamentos da Filosofia. 1 edio. So

    Paulo: Saraiva, 2010.

    [6] MARCONDES, Danilo; FRANCO, Irley. A Filosofia: O que ? Para que serve? Rio de

    Janeiro: Zahar: Ed. PUC-Rio, 2011.

    [7] MONDIN, B. Introduo Filosofia. So Paulo, 1981.

    [8] PLATO. A Repblica. So Paulo: Editora Scipione, 2002.

    Referncias

  • 29

    COORDENADORES DO PROJETO

    Diretoria de Articulao Curricular

    Adriana Tavares Maurcio Lessa

    Coordenao de reas do Conhecimento

    Bianca Neuberger Leda Raquel Costa da Silva Nascimento

    Fabiano Farias de Souza Peterson Soares da Silva

    Marlia Silva

    PROFESSORES ELABORADORES Giovnia Alves Costa

    Julio Cesar F. Offredi

    Equipe de Elaborao